De Música e Louco
Salve, salve, amantes da Primeira Arte! Entra no ar a partir de agora esse novo canal de ligação com a música!
Aqui no De Música e Louco vamos sempre tratar sobre a história e o mundo da música, e sempre trazer críticas a discos, artistas e coberturas de shows, dando atenção a cena autoral nacional, que tem crescido e ganhado força a cada dia mais.
Também rolarão reviews e curiosidades sobre discos do passado (por que não?), discos já consagrados e as mentes criativas por trás de cada um deles.
Neste primeiro post vou tratar sobre a cena musical belorizontina, que sempre foi inspiradíssima e de grande importância para a história da música nacional. E tem chamado atenção do público do país inteiro, que clama por algo novo e inspirado, que o faça crer que, sim, há esperança!
Mesmo a cena cover, de fato, sempre chamou bastante a atenção de críticos do Brasil, que já consideravam a cidade como a Capital do Cover. Na verdade eu não sei de onde surgiu tal expressão, se por BH, mesmo ou se de alguém de fora da capital. De qualquer forma, os projetos covers são, sim, de vital importância para a movimentação da música na capital mineira. Quiçá no Brasil. Muitas vezes é pelo cover que muitos ótimos artistas tem seu contato primordial com a música, o que o fará ter vontade de explorar mais e mais os próprios limites. E o destino natural desse caminho é a criação. E se tem uma coisa que o público mineiro não tem podido reclamar ultimamente é da força criativa das bandas que vem surgindo em Minas Gerais.
Por todo o lado se vê de tudo um pouco, tudo feito com muita propriedade e paixão pela profissão. Grupos que buscam inspiração nos mais diversos estilos. Do blues ao grunge, passando por todos os outros que são encontrados pelo caminho, não há do que se queixar do que se tem visto e ouvido por aqui. O funk soul com a força dos primórdios da humanidade da banda Cromossomo Africano, a crueza concreta e sombria com cheiro de sarjeta dos Junkie Dogs, o peso dos riffs que parecem saídos de antigas tumbas medievais da Pesta, a sinceridade e crueza do bom rock da Carne Nua, e por aí vai. Ainda tem artistas com projetos que levam seus nomes, como o Leonardo Fox, Tânia Azze e Péricles Garcia. São tantos os nomes e tamanha variedade sonora que eu terminaria esse texto em 2025. Portanto não me alongarei com os nomes e suas vertentes, e vamos tratando de cada um a seu tempo e com calma.
No fim das contas, o recado é: busque, encontre e destrinche! Você pode até não gostar de uma coisa ou outra, mas se eu posso garantir algo é que você vai gostar de saber que há muito mais onde você achou que já houvesse muito.
Sendo assim, deixo aquele abraço, e até a próxima, onde farei um review do disco Pangeia, da galera da Cromossomo Africano!
Valeu!
